sexta-feira, 21 de abril de 2023

DO QUE NOS ALERTAM OS DITADOS POPULARES

 A GROSSO MODO atrevo-se a classificar os anexins, também assim chamados os ditados prá-pulares, em dois grandes grupos: 

Os positivos, válidos em qualquer altura, mesmo com chuva e vento.

E os denunciadores, os malandrecos. Que, obviamente, são os mais apreciados  (não confundir com as GALERIAS, com  cujos patrões não tenho qualquer contrato, e nem sequer sou cliente...)

Na minha ,insignificante, biblioteca tenho alguns libros de recolha destas pérolas de sabedoria (também denominados ANEXINS e RIFÕES)  -palavrões que me induzem a imaginar, e não sinto a razão disso, a não ser que o som que chega aos nossos ouvidos quando os pronunciamos, nos induz a recuar a tempos «melhores«.

E corrente ouvir, ou memso dizer´, gratuitamente, mas com ares de sabedoria indiscutível , obviedades que todos nós referiros quando (imaginamos que) surge uma oportunidade que as justifique. E as oferecemos não só gratuitamente como incluímos um ar de sabedoria indiscutível.

É fácil, pertinente e indiscutível, afirmar, de boca cheia, que »isto ou aquilo» era muito melhor nos tempos passados. Mas se perderam-se algumas coisas, (e podem ser muitas) em compensação incorporamos muitíssimas, que na imensa maioria nem passavam pela cabeça de quem nos precedeu.

E aí coloco um anexim: O PASSADO DÁ SAUDADE, O PRESENTE DISSABORES E O FUTURO RECEIOS. Quevale muito, pouco ou nada dpendendo do espirito que carrega o leitor neste momento (solene?)

Não vem a propósito, mas não resisto a citar este outro rifão (sinónimos: adagio, proverbio, parémia (este não conhecia), axioma, brocardo (este tampouco), máxima, aforismo, ditado, dito, proloqio, bertoque (o que me fica mais peto é o BITOQUE), exemplo (nem estes três últimos. Muito se aprende com os dicionários!

Mais uma série que me surgiu ao folhear o Rifoneiro:

- O ladrão cuida que todos os são.

- O ladrão endinheirado nunca morre enforcado.

- Ladrão que anda com frade, ou o ladrão ou o ladrão grade. frade.

- Ladrão que não é apanhado, passa por honrado.

E vem a propósito (como podeis apreciar..) referir o que nos dizem acerca de MENTIR

- Mente mais o que dá pelo amor de Deus. 

- Mente que fede.

- Mente quem dá coma língua no dente.

- Mentir exige memória.

E com essa me despeço. 

Vá com a Graça de Deus (Que irás longe...mas morrerás!)

Conhecí uma GRAÇA, que não estava nada mal. apesar de sensaborona. Mas a +BENEDITA estava melhor, mesmo de molhar pão!






terça-feira, 11 de abril de 2023

OS TEMPOS MUDAM E AS CRENCAS TAMBEM

 SEMANA SANTA E PASCOA

As mudanças sociais tem sido, e continuarão a ser, muito mais profundas do que uma simples cosmética.  Mesmo que aceitando que não fizemos um inquérito amplo entre a cidadania que nos rodeia mas procurando nas (gavetas) mentais que a provecta idade nos facilita, sem dúvida é NOTÓRIO que os costumes alteraram se, e muito, nos dºecadas que nos precederán.

De imediato e sem valores estatísticos que me avalen, tenho a impressao de que o peso das regras que a Igreja tinha imposto ao longo dos séculos, foi perdendo intensidade. O audiovisual ocupou o primeiro influenciador, ou educador se quisermos, da população em geral. Para um simples observador e ineludivel que as pronuncias locais ficaram practicamente desaparecidas. E os costumes populares de cariz religioso ficaram reduzidos )sem querer ofender ninguém) ao que, em verdade, sempre foram, simples espectáculo, manipulação do pensamento dos mais simples, se crédulos, e beneficio económico da própria Igreja, e seus sequazes, dada a possibilidade de controlar as mentes referindo  enevoadas benesses ou terríveis castigos a que ficariam sujeitos os tais simples mortais. Quanto mais SIMPLES e labregos mentais,  melhor!

Ao perder o respeito cego que os adictos mais dependente dos temores que, tal como os avisavam insistentemente aguardan os crentes na sua anunciada vida eterna, aqueles que saltaram a barreira da credulidade, ficaram somente agarrados aos agradaveis costumes ligados a festa de convivio e empanturramento.

Inclusive a antes respeitada visita pascal aos padrinhos, seguido por ªgregos  e troianosª, devido por um lado a opcao de um simples registro civil )abdicando do baptismo canónico) e por outro, aindia mais pragmático, pelo facto de que, em funcao da mobilidade das gentes, raramente os padrinhos estao ªparedes meiasª com a sua casa.




segunda-feira, 25 de abril de 2022

 TODOS SABEM DISSO

Os agiotas sempre existiram e existirão. 

Nas terras do interior, sem ser o tal profundo, sabemos que muitos terrenos mudaram de mãos devido a que os seus donos, fosse por herança ou por  aplicação dos seus resultados económicos, terminaram nas mãos de agiotas quando os proprietários não conseguiram liquidar os empréstimos, e juros incomportáveis, que carregavam sobre os seus bens, mobiliários ou imobiliários. Aqueles que não tinham bens escrituráveis e se viam em necessidades extremas de conseguir algum numerário, levavam algum dos seus haveres ao "tinhoso", e, caso não o conseguissem resgatar, o usurário se encarregava de  transformar alguma peça doem capital circulante. Assim mantinha a roda em andamento,

O "tinhoso" mais "respeitável" no nosso panorama social é o Montepio, que sob a capa de ser uma entidade benéfica de socorros mútuos, negoceia é uma respeitável "casa de penhores", que ao longo de décadas acumulou um impantíssimo capita, gerido "sotto voce" pelo governo do Pais. Capital este que "emprestava" a certos e determinados empresários, selecionados e com juros favoráveis. Já se sabe que QUEM PARTE E REPARTE FICA COM A MELHOR PARTE, OU NÃO ENTENDE DESTA ARTE. 

De fonte credível (já falecida) soube de um exemplo de como para conseguir entrar neste esquema, favorável, de financiamento, era necessário encontrar alguém que tivesse entrada no mecanismo e, mais importante até, "untar" os dedos deste alguém, sem o que nada feito. A conclusão imediata é que esta coisa da HONORABILIDADE é muito elástica e que a craveira que se usa para a malta não é igual à usada para os selecionados 8para os definir de alguma forma).

Se a humanidade, ou restringindo-nos ao espaço onde vivemos, a cidadania média e inferior (sem pretender ofender) conhecesse só uma parte das sinuosidades usadas para escamotear as trafulhices que, SEMPRE, TERMINAM  prejudicando os mais débeis, todos os anos teríamos um novo 25 de Abril. MAS... os que estão +por trás do pano sabem, ou procuram assessores que ajudem, para trapacear sem dar nas vistas.

De onde podemos deduzir que existem muitas maneiras de caçar moscas E, numa segunda conclusão percatar-nos de que sempre foi assim e sempre será. está nos tais genes dos humanos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

UM VIVEIRO DE GENTE COM VALOR 


DESTA VEZ NÃO RESISTO


Já me rói na cabeça, desde anos até, um pensamento que pode ser desagradável para os meus leitores. Mesmo admitindo que não chegam a ser meia dúzia, mas admito, sinceramente, que tem direito a serem respeitados.

Há minutos vi, no noticiário da TV, uma reportagem acerca de uma reunião de representantes dos membros da ONU, principalmente orientada (mais uma vez, sem que se sintam reflexos positivos) aos problemas causados pelas combustões, tanto industriais como “selvagens”, nomeadamente ligadas ao aumento da temperatura global da atmosfera planetária.

Estranhei não surgir a imagem, sempre recorrente, do “nosso” apóstolo, digamos mesmo agindo como sacristão ou diácono. O “nosso” Engenheiro GUTERRES. Mas sabia que, a sua entrada no filme estaria iminente, pois se há coisa que lhe agrade é o dar sermões perante as câmaras. Mas já estamos cientes de que a opção de pregar no topo de um monte, não o satisfaz. Ele quer ter uma audiência garantida. Não demorará a que consiga espraiar as sua correcta oratória num areópago de alto nível. Os seus promotores (a falta de pior e mais estéril ou improfícuo) não tardarão a lhe dar novas oportunidades para exibir a sua nulidade. Qualquer dia o veremos pregar aos peixes numa aquacultura de robalos e douradas.

Porém esta catilinária, infelizmente, não se pode ver como um caso “único e nunca visto”. Outros “ilustres lusitanos”, que depois de falharem nos seus propósitos na governação do País (será que de facto tinham, estes pretensos propósitos?) Ou que de todo a lista de capítulos importantes que traziam ao jurar o cumprimento dos seus deveres (admito que fizeram figas enquanto juravam) os únicos capítulos que cumpriram foram o de continuar a obedecer e favorecer as “forças nada ocultas” e colocar em lugares bem remunerados, (que não implicavam nem capacidade nem o ter que trabalhar para o País) os elementos da longa lista de apaniguados e compromissos que, desde antes do início, já traziam às costas.

Esta lenga-lenga, mais azeda do que deveria ser necessário, surgiu por ter visto, não sei onde, que já se previa a transferência do actual Primeiro Ministro, Costa por sinal, para um lugar de relevo internacional. Pelo menos no âmbito europeu. E, eu, simples e obscuro cidadão, não duvida de que, sem demora, o colocarão num pedestal, sem qualquer responsabilidade efectiva. Mais um.

Portugal cria e oferece muitas personagens importantes...?????


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

O DEUS DAS MOSCAS

 Com este recolhimento "voluntário" em que nos acomodamos, e progressivamente acentuado com o descer da temperatura ambiente, o recurso à leitura tem sido uma forma de tentar escapar do tédio.

Assim sendo, entre outros livros, ataquei, em releitura, O DEUS DAS MOSCAS, que William Golding (Prémio Nobel da dinamite) editou em 1954. Entremeio já tinha visto o filme. de 1990, com o mesmo título. Verifiquei que o roteiro do filme mostra uma alteração, quanto a mim importante, do desfecho da história.

Penso que os meus seguidores (que se chegarem à meia dúzia já seria um sucesso) conhecem esta obra e o núcleo do argumento. Resumindo: refere a possível evolução social e temperamental dos elementos de um grupo de jovens, sobreviventes da queda de um avião, numa ilha deserta, sem contar com o apoio e influência de adultos, já formatados. 

Trata-se de um estudo, teórico, de como evoluem os elementos de um grupo, isolado, quando deixado "ao Deus dará". É uma obra muito conhecida e, por esta razão, não cabe que aqui a esmiúce.

Todavia, entre o filme e o texto original existe uma "discrepância" muito notória, e que altera, bastante a mensagem proposta por GOLDING. Precisamente a "identificação do que se considerou ser o DEUS DAS MOSCAS.

Na obra literária esta figura, com a que se quer demostrar a necessidade interior dos homens para ter uma "divindade" que os apoiei e castigue (?) é materializada com uma cabeça de porco espetada numa estaca, e que fica coberta de moscas. Insectos que, quase de imediato, lhe auferem uma nova vida.  Os "náufragos", com diferentes idades e capacidades mentais, são levadas, de motu próprio, a procurar este símbolo totémico para se consolar ou apoiar.

No filme, o recriador opta por utilizar uma personagem, que no livro é despachada em poucas linhas. Um ser humano, morto, que caiu de um avião militar, seguro e pendurado num paraquedas enganchado nos ramos de uma árvore. Tal como se refere quanto à cabeça de suino, o paraquedista ficou pasto dos dípteros vorazes. 

O simbolismo subliminar, é mais evidente no filme: descido dos céus e pendurado de um tronco. É neste cadáver, consumido e abandonado, que os crianças e jovens acodem para procurar um apoio. 

A mensagem é tão evidente que justifica o porque o autor não se atreveu a aprofundar o seu esquema. Preferiu que fosse o leitor a decidir quem era O DEUS DAS MOSCAS. O filme, todavia, quis ser mais explícito e por isso dá uma ajuda ao espectador. Que não tem o vagar, nem tempo disponível, para meditar e analisar com alguma profundidade uma das mensagens que O DEUS DAS MOSCAS  nos oferece.

MEDITAÇÕES - Primeira infância

terça-feira, 23 de novembro de 2021

 MEDITAÇÕES - Outros tempos

Quando jovem, já na alta adolescência, o frio que se sentia dentro das casas era tremendo, e como o recurso a um aquecimento central ou a radiadores eléctricos não estava disponível para todos os bolsos, muitas vezes se socorria das braseira, onde se queimava carvão de lenh9o miúdo, caroços de azeitona carbonizados ou até se procurava conseguir brasas daa padaria que usava lenha para cozer o pão.

Fosse qual fosse a opção que se tomasse o que era comum resumia-se em queimar, com a ajuda do ar da sala onde estava a braseira, e dar, como resíduo, cinzas e anidrido carbónico, gás que não é propriamente benéfico para a respiração humana, ou de algum mamíferos que nos podem acompanhar, incluídos os pássaros de gaiola, mesmo que não sejam nada mamíferos. Daí que o ambiente fica, progressivamente, mais carente de oxigênio e, se não existir uma renovação do ar, é propício a que o utente morra asfixiado. Fim da linha!

Mas, pela minha convivência com este processo "caseiro" de aquecimento e dado que os pés, tal como as mãos, e o nariz e orelhas, são os primeiros a sentir os efeitos das baixas temperatura, nada tem de anormal que o friorento quando estiver junto à mesa-camilha, ponha os seus pés perto da braseira. Muitas vezes, excessivamente perto! sendo assim "assei" ou mesmo esturrei algumas solas de sapatos ou de pantufas.

Sem nunca descuidar de mexer as brasas do recipiente, pois que a combustão, deixada sem receber mais combustível, esmorecia até apagar.

Desculpem este longo prelúdio baseado em tempos quase que esquecidos, Mas com ele pretendia ilustrar um tema mais contemporâneo e até de necessidade de ser ponderado em breve. Concretamente por se aproximar a data de novas eleições legislativas.

A CONCLUSÃO que pretendo oferecer é que há partidos, formações contestatárias, grupos de refilões, que, em princípio, nos são de rejeitar, A razão deste visceral repulsa não nos deve ofuscar o raciocínio. A SUA EXISTÊNCIA E ATÉ O CONSEGUIR UMA DOSE NOTÓRIA DE ADESEÃO NA CIDADANIA É FUNDAMENTAL.

Porque? Pois, simplesmente, porque os grupos "sensatos e já estabelecidos", não se podem deixar dormir sobre os seus louros. Dito de outra forma, também metafórica. Os partidos ou grupos  "revolucionários" tem o PAPEL FUNDAMENTAL, imprescindível, de agir como a palete de metal que se utiliza para dar a volta às brasas e chegar mais combustível ao centro da braseira.

Muitas pessoas não entendem a importância, a necessidade, de ter uma fração contestatária, 

Caso não existir a contestação, tantas vezes notoriamente exagerada, é fácil cair numa ditadura, mesmo que seja relativamente "mole".

Ressalvamos o facto, bem conhecido, de que existiram, existem e existirão, ditadoras de direita, de esquerda e até religiosas.

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