terça-feira, 5 de janeiro de 2021

MEDITAÇÕES - O Rei do Fado

 

Antes de começar com o assunto que trago engasgado quero pedir a benevolência dos meus, poucos, leitores por meter foice em seara alheia. Pode ser uma intromissão grave, como o afirmar que a vaidade de ter uma palavra exclusiva do idioma nacional: saudade, é um exagero de patriotismo e desconhecimento de outras línguas, pois que com ela se pretende, e consegue, retratar um sentimento que é universal.


Desde ontem que me sinto desnorteado pelas loas que se estão a dar ao falecido Carlos do Carmo, como ter sido o expoente máximo da interpretação do fado. Tenho 82 anos, dos quais 70 vividos em Portugal, país que me agrada e que justificou o pedir a nacionalidade portuguesa. Por isso posso afirmar que ouvi muitos intérpretes do fado, entre os quais, e sempre identificando este género de canto como de génese popular, até de nível plebeu, tal não impediu a que, progressivamente, fosse “reinventado” para ser aceite como apto a ser cantado e ouvido em locais mais “finos” do que as tascas onde nasceu.


Todavia, a meu entender, o seu a seu dono. Não podemos deixar nas trevas o ALFREDO MARCENEIRO, que sempre se manteve fiel ao ambiente onde nasceu e cresceu. Também recordo o CARLOS RAMOS, com o seu porte mais cosmopolita mas com uma técnica muito própria e adequada ao fado já em evolução. Para meu juízo, ambos mereciam, em paralelo, o terem subido ao pódio de uma competição hoje abastardada na sua evolução ambígua.


Poderia, e devia, referir outros intérpretes masculinos merecedores de ser recordados. Sem esquecer nem tirar méritos às intérpretes femininas que se dedicaram a este género de música, muitas adaptando-se, com êxito, às novas exigências do mundo do espectáculo.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

MEDITAÇÕES – A estrutura esquelética


A evolução das espécies

UM AXIOMA. A Mãe Natureza quando encontra uma solução que considera ser a melhor, quase perfeita, adopta para todo o sempre.

Tenho a ideia, possivelmente errada, que quando olhamos para um animal qualquer mais cedo ou mais tarde procuramos alguns pormenores que sejam compatíveis com os humanos. Eles existem, e não só entre os classificados como primatas , e por extensão aos mamíferos, como a muitos outros animais com quatro membros, digamos genericamente pernas, pois que braços com mãos e dedos existem, além dos humanos, como acontece com os répteis com pernas e até as aves.

Pois acontece que a estrutura óssea dos membros locomotores de locomoção, é em tudo semelhante à das pessoas. Se fosse adicto da criação divina consideraria que, tendo encontrado uma solução funcional, só foi necessário adapta a cada nova espécie.

A observação é simples e muito curiosa. Tomando o nosso corpo como base de comparação vemos que os membros anteriores, ou seja os braços, deslocam-se do corpo começando pelo braço, que se adianta do tronco e depois prolonga-se com o braço e mão. O fulcro, que funciona como uma dobradiça, está no cotovelo. O quando dobrado, fica, normalmente recuado em relação ao ombro, que á a primeira junção móvel.

Inversamente os membros inferiores, ou traseiros nos quadrúpedes, dobram ao contrário. O conjunto ósseo que está ligado ao esqueleto fixo, mesmo que flexível através dos vértebras e uniões elásticas, avança primeiro para trás, dobra num joelho ao contrário do cotovelo, permitindo que a perna avance e possibilite a nova implantação do pé no solo.

O mais interessante é que esta disparidade de articulação entre os membros anteriores e posteriores encontra-se já nos mais antigos fósseis de vertebrados. De onde se pode concluir que a natureza, quando encontrou uma solução funcional para a deslocação dos animais terrestres manteve, sem alterações, o mesmo esquema de articulações. Tanto serviu para os dinossauros mais volumosos como para os minúsculos precursores dos mamíferos. E também com os répteis, cujos descendentes mais actuais são as diferentes famílias de crocodilos, jacarés e até nas tartarugas (Quelónios), cujo esqueleto complementar ao dos membros está incluído na carapaça.

Nos animais marinhos encontramos mamíferos que sob um corpo adaptado à natação trazem os esquemas ósseos dos animais terrestres. E, mais no reino dos peixes, encontrou-se, ainda vivo, um peixe com membros atrofiados equivalentes a braços e pernas. O primeiro exemplar que, em 1938, chegou aos zoólogos investigadores a notícia de que na zona do Oceano Índico entre Moçambique e Madagáscar, era frequente que os os pescadores locais apanhassem um peixe, esquisito, com umas patas incipientes. Pela descrição correspondia a um fóssil que se suponha extinto desde uns 65 milhões de anos. Um elo perdido da cadeia evolutiva, e que fora baptizado de Celacanto. Deslocaram-se até a comunidade piscatória e, desde então, conseguiram-se vários exemplares deste “fóssil” vivo.

Muitos outros peixes conservam rudimentos dos membros dianteiros e posteriores nas barbatanas peitorais e ventrais. E nos mangais do Índico encontram-se peixes, que se deslocam sobre as barbatanas como se fossem pernas e até conseguem respirar o ar.

Ou seja, que olhando para as características de uma espécie nos podemos deparar com detalhes inesperados, por serem comuns a outras mais definidas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

MEDITAÇÕES – Nem nos damos conta

 

A evolução das espécies é notável

Creio, e posso estar totalmente errado, que há muitos pormenores no que nos rodeia, e até em nós mesmos, que levamos um tempo demasiado longo em advertir. E são muito importantes!

Um exemplo que temos sempre disponível é o facto de que o arco dentário da maxila inferior tem um raio notavelmente maior do que o arco superior. De imediato verificamos que um deles, o superior, é fixo, e está condicionado pelo crânio. O inferior, é móvel, não só num eixo vertical (sobre e desce) como tem um importante movimento lateral.

Conhecemos a nomenclatura com que se identificam os dentes, em relação com a sua função. Os centrais, frontais, são conhecidos por incisivos, e a sua função é a de cortar, logo a seguir, de um lado e outro, aparecem os caninos de forma bicuda, que nos são comuns aos felinos e outros animais carnívoros, seguem-se os pré-molares, que se utilizam para um primeiro esmagamento dos alimentos. Os últimos da série são os molares, cuja função é a de ultimar a preparação fina da papa que iremos engolir.

Cada sector da dentição tem a sua função e aqui reside a importância do movimento lateral da maxila inferior, Para “moer” não basta esmagar, pressionado sempre sobre as mesmas partículas. Até no processo de corte, é frequente que, além de apertar os incisivos de ambas maxilas, sintamos a necessidade de as deslocar para encontrar outra possibilidade de corte.

Seguindo com a tarefa de preparação do alimento, e com o auxílio, muito importante e automático, da língua, a massa de alimento vai mudando de lugar e assim possibilita o conseguir um esmagamento, uma mastigação, perfeita.

É um erro, que se paga com digestões demoradas e molestas. É, pois recomendável mastigar até sentir que a pasta de alimento é uniforme e leve, ou seja: não engolir apressadamente, como um alarve.

Se ao arco dentário da maxila inferior fosse exactamente coincidente com a dentição superior, não mastigaríamos de forma conveniente. Que o digam os ruminantes, nomeadamente as vacas, que mastigam continuadamente sem ingerir nova quantidade de alimento.

Na próxima entrada penso referir a coincidência das articulações dos membros da maioria dos animais terrestres.


Na seguinte entrada penso falar nas articulações dos vertebrados.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

MEDITAÇÕES - Leituras sérias


ACERCA DO MARQUÊS DE POMBAL


Nestes dias de recolhimento deu-me para ler alguns dos livros que tenho sobre a vida e andanças de JOSÉ SEBASTIÃO E MELO, que primeiro foi Conde Oeiras, grau que não lhe concedeu nenhum respeito entre a fidalguia portuguesa de então, notáveis pela sua nenhuma vocação para o trabalho, fosse ele qual fosse, mas gozando da vida o mais que pudessem.

Bastante mais tarde Sebastião e Melo foi agraciado com o título de Marquês de Pombal, que deveria abrir-lhe as portas dos velhos fidalgos, mas que, pelo contrário ainda mais os acirrou contra ele, incitados pelos membros da confraria dos fardetas, ou seja, dos jesuítas.

Com algum masoquismo e incitado por leituras anteriores, fui procurar na estante um “pequeno” volume, nada assimilável a um livro de bolso. Mais propriamente um livro de mochila, pois que mede 21x30 na capa e 8 cm de grossura; pesa dois quilos!

Na lombada figura O MARQUEZ DE POMBAL e foi editado em1885, numa edição de 50 exemplares numerados na Imprensa Nacional de Lisboa, por encargo do CLUBE DE REGATAS GUANABARENSE. Por ocasião do centenário da sua morte. No prefácio figuram os nomes das entidades e pessoas a quem se distribuíram os exemplares, figurando à cabeça Sua Mageftade Dom Pedro II, Imperador dop Brasil. E entre os colaboradores encontram-se nomes de brasileiros famosos. Toda a edição segue o acordo ortográfico da época.

Está nas minhas mãos desde décadas e encontrei sinais de já ter lido algumas páginas. Mas não recordo como fiquei dono deste volume. Pode ser que o localizasse num alfarrabista na rua nova da Trindade, quase ao lado da antiga Cervejaria Portugal. E que eu frequentava procurando, e por vezes encontrando outras preciosidades bibliográficas.

Não vos vou maçar com referências da vida do Marquês, que, apesar da contrainformação, foi um homem excepcional. Pelo menos nas suas iniciativas para fazer evoluir o País. É difícil resistir ao impulso de recordar algumas das suas iniciativas, tanto industriais como legislativas. E o meu retraimento deve-se ao sentimento de que são os portugueses “de gema e clara, mais a casca castanha (tudo efeitos de manipulação bioquímica nos alimentos que se dão às galinhas poedeiras) que devem, sentir-se incitados para estudar, com alguma profundidade o percurso e os feitos deste grande homem público.



sexta-feira, 27 de novembro de 2020

MEDITAÇÕES – A Bíblia está omissa


O porque da Poligamia

Tudo este problema de que os homens, com o seu instinto reprodutor, predador e belicoso, sempre tiveram tendência, nem que fosse mentalmente, a poder usufruir de mais do que uma fêmea no seu “rebanho”, é explicado -mesmo que não justificado para não parecer mal- com diferentes argumentos.

Um deles é que, fosse por migração ou pelas inúmeras mortes que os homens sofriam nas suas lutas, ou guerras tribais ou de grande magnitude, entre a população residente havia mais mulheres disponíveis do que homens. Basta lembrar que em certas zonas existem bailes populares, tradicionais, onde um homem dança, simultaneamente, com duas mulheres. Já não referiremos os casos de estupro e adultério dentro da mesma família, que não se justifica pelas regras de conduta vigentes, ou estipuladas, mas nem sempre cumpridas. A carne é fraca, mesmo que nos sirvam bifes rijos como cabedal.

A explicação mais simples e directa é a que nos explica o motivo, oculto, porque Deus expulsou Adão do Paraíso. Afinal Adão foi provocado a faltar as normas estipuladas pela sua companheira Eva, que fosse induzida pela serpente, em se corporizou Luzbel, o diabo castigado por desobediente. Factualmente nada custa imaginar que Adão já estivesse com os nervos em franja com as manias e birras da sua companheira. E não referiremos os nervos e indisposições que as descendentes de Eva ainda sofrem nos tais dias aziagos.

Como se estivesse a ver: O que aconteceu é que Adão, muito respeitosamente, foi ter com o “Patrão” para lhe pedir que lhe tirasse mais duas, ou de preferência três, costelas, e com elas modelar outras companheiras. Pois que com aquela Eva não se podia viver sossegado, mesmo que não houvesse sogra pelo meio.

Deus, que obviamente não era parvo e tinha visto, com aquele olho mágico com que andava a espiar dentro de um triângulo, que Adão estava cheio de razão; não quis dar o braço a torcer, ou por outras palavras, ter que corrigir aquela criação de seres pensantes. Para não ficar mal visto correu com o casal para fora do jardim. A justiça nem então se fazia com agrado do demandante!

E aqui começaram outros problemas, como sejam a consanguinidade e a transmissão de maleitas por falta de novas estirpes. O que nos valeu foi que entre os Cromanhões, os Neandertais, os homenzinhos de Java e outros mais, chegou-se ao Homem Erectus. Daí que a possibilidade de permutas genéticas foi em aumento, e as normas do Deus Pai foram esquecidas por muitos, sem que caísse sobre eles a espada flamejante.

MEDITAÇÕES – Os nomes dos lugares


Moscavide


De onde veio o nome desta zona oriental de Lisboa? Certamente que alguns eruditos devem ter a resposta correcta na ponta dos dedos, ou na ponta da língua. Mas se nos dispusermos a fantasiar podemos chegar a conclusões que se não são certas podem ser merecedoras de crédito, pelo menos, podem ter alguma justificação. Mesmo que falsa.

Sendo assim alvitro que esta zona foi baptizada com este nome devido a se imaginar que, tal como aconteceu com a zona das Amoreiras, onde o Marquês de Pombal mandou instalar a fiação e tecelagem de sedas, na intenção de reduzir a importação deste artigo, que como outros muitos contribuíam ao desequilíbrio orçamental do tesouro real, e neste caso concreto das Amoreiras, foi necessário plantar muitas destas árvores com as quais poder alimentar as lagartas que, na altura devida, geravam a sede com que construiam o casulo, que sabemos servir de abrigo para a transformação da lagarta numa crisálida e depois desta surgia a nova borboleta, que completava o circuito evolutivo.

Pois, todos sabemos que o referido Marquês, que chegou a qualificar muitas ordens monásticas como inimigos da Coroa, por não cumprirem as ordens emanadas desde a chancelaria do Reino, em especial os jesuítas, tomou como sua tarefa principal a modernização do economia nacional, concretamente o de incitar a produção de bens que dessem mais possibilidades de comerciar do que a imoles agricultura.

Tudo isto é conhecido. Desde a contratação de Stephens para montar a fabricação de vidro comum aproveitando o combustível e as areias que existiam junto ao Pinhal do Rei, também conhecido como Pinhal de Leiria, outras indústrias surgiram. Umas de maior importância do que outras, mas sempre com o propósito de reduzir as importações, sempre pagas com ouro e pedras preciosas do Brasil.

Entre o muito que faltava nas casas contavam-se os cabides, onde poder pendurar as roupas que se despiam ao chegar da rua. Nem todos tinham cabides com ornamentas de veados. Apesar que em muitas casas havia cornos. Tendo estado, Sebastião e Melo, no estrangeiro “de fora”, quis incentivar o fabrico de cabides. E como não era partidário de aguardar que as coisas surgissem sem ser empurradas, pensou que na zona oriental de Lisboa havia terrenos e população habilitada para trabalhar a madeira, sem ser, exclusivamente, o fabrico de naus, barcos de pescar e alguns móveis rústicos.

E assim, antes de que ali se instalasse o Abel pereira da Fonseca com os seus armazéns onde fabricava muitos almudes de vinho, alguns deles martelado, já a produção de cabides se tornou notória. Isso a a proliferação de moscas que ali existia, dado que havia muitos vazadouros de lixo e imundície. A conjugação dos dois factores deram azo ao nome daquele espaço: mosca+cabide, ou Moscavide,

domingo, 15 de novembro de 2020

MEDITAÇÕES - Uma análise atrevida

 

O espectro partidário em Portugal ampliou-se ?


Nos últimos meses surgiram corpúsculos “reformistas”, situados principalmente do lado esquerdo do sistema, mas também no ultra-conservador. Uma situação anormal que recorda os primeiros tempos da reinstauração da democracia em 1975.

Creio que, além do enfraquecimento progressivo do CDS e de quase desaparecido Partido Monárquico -do qual morreu, recentemente, uma das suas figuras mais destacadas, embora últimamente retirado do activismo em comícios- o chamado sector direitista está bastante alquebrado devido à deriva, indesejada, do seu mentor principal, herdeiro natural do conservadorismo do Esatado Novo. É uma versão actual do “cristão novo”, ou até de “renegado”. E como tal, não muito digno de crédito.

Ao o actual Presidente da República, com o argumento, pouco sólido, de pretender manter uma “estabilidade” no governo da nação optou por estar morganaticamente “casado” com o Partido Socialista e com os seus aderentes que formam a inusitada “troika”, actualmente instável, levou a uma desorientação de centristas e direitistas.

Mais cedo ou mais demoradamente esta falsa estabilidade terá que se clarificar.

Pensando nisso e por estar dedicando algumas das minhas horas mortas na releitura de textos já históricos, nomeadamente do Séc XVIII, recordei que, nos países maioritáriamente católicos -não por convicção profunda e consciênte dos seus habitantes mas por efeitos de uma intensa e prolongada pressão dos profissionais da religião romana, e pelo apoio dos governos, monárquicos, sempre avalados pelo Vaticano- não existia uma liberdade factual para criar agrupações de índole política. A tentativa social, mas muito restrita, embora importante, foi o da introdução, vinda de França e da sua revolução, da masonaria, base dos republicanos de então.

Mas no campo da política existiam outras capas, tão ocultistas e mais poderosas do que a dos “pedreiros livres”. Refiro-me às ordens religiosas. Algumas com ambições de poder civil, mesmo que por trás do pano. Estas mantinham guerras surdas entre elas para conseguir o apoio do monarca em activo. A lista das mais importantes incluía Benedictinos, Cistercienses, Franciscanos, Dominicanos, Carmelitas e Jesuítas. Muitos deles com ramas femeninas e com orientações de acção social definidas, ou mesmo equivalentes nalguns casos.

O convívio entre as diferentes congeregações era, em geral, de tentar ser independente e roubar alguma da influência que os outros tivessem sobre a população, especialmente cativando os poderosos. Pois a plebe, como sempre, era “carne de canhão”, miserável e explorada tanto quanto pudessem aguentar sem morrer de inanição. Só as ordens com estatutos caritativos é que diferiam deste cinismo.

Curiosamente na actualidade as duas formações, ou ordens religiosas, que tem mais poder no mundo católico são os jesuítas e o Opus Dei, ambas de geração espanhola, e, por arrastamento atávico, com tendências ocultistas e selectivas. Esta é a razão porque tanto os jesuítas como os seguidores de Escrivá, procurem, com insistência, cativar e moldar as elites. Os jesuítas dedicando-se ao ensino secundário para ali semear e colher novos elementos, e também no universitário. E os do Opus, lançando as redes nos bem instalados socialmente, sejam diplomados ou capitalistas. Os dois grupos lutam, surdamente, nas mesmas searas.

A novidade actual, que não sabemos se criará raízes profundas, dado que internamente -no seio da Curia vaticana e não só- a decisão do actual Papa, sendo ele de origem jesuíta, dedidiu tomar o nome “de guerra” de Francisco, para indicar que seria asceta e contemporizador tal como Francisco de Assis estabeleceu nas normas da sua congregação. Com esta atitude, inevitávelmente, criou anticorpos de peso não só entre os seus “colegas de curso” como entre os membros do Opus Dei, expertos em sapa. Por isso insistem, tanto quanto lhes é possível, em se manter ocultos, tanto ou mais do que os membros das lojas maçónicas.

NOTA - Tanto este escrito como s anteriores podem ser re-enviados, sem objecções do autor.