Neste espaço pretendo colocar relatos de experiência próprias e algumas elucubrações mais ou menos disparatadas.
quinta-feira, 5 de março de 2020
MEDITAÇÕES - Reflexos do Vírus coroado
notificação notificativa noticiando
FINALMENTE !!!!|!!!!!
O nosso relator de controle à distância, de uma pedrada no charco, foi-nos avisando durante bastantes meses que um vírus MORTAL estava dizimando os escassos seguidores deste espaço. Nesta altura, largura e profundidade, é imperioso, mesmo depois de se ter liquidado o Império Colonial e Ultramarino, fechar não só para obras de remodelação mas, sensatamente, para derrubar o pouco que restava em pé.
Larguimas, suspirios e beijinhos das Caldas
terça-feira, 3 de março de 2020
MEDITAÇÕES - Estão a gozar com o pagode
RECICLAM
OU FAZEM DE CONTA
O
mínimo que se pode deduzir após ver os últimos noticiários é
que, pelo menos, há quem ganhe somas interessantes com a
colaboração, ou por ignorância, boa fé e carência de respeito
para o ambiente, de muitos cidadãos que, COMO EU, nos dedicamos com
afinco a separar os resíduos caseiros, seguindo as normas que nos
são dadas, quase que exigidas. Sem se atreverem a tanto, por
enquanto...
Mas
quando vemos que aceitamos a transferência de grandes quantidades de
lixo, a granel, vindos de fora de Portugal (possivelmente da Itália)
e nos metem em casa reportagens actuais, que mostram enormes camiões
descarregando toneladas de lixo num vale, com a aceitação dos
responsáveis camarários, que inclusive se permitem o luxo de
aparecer frente às câmaras da reportagem, como se esta fosse a
acção mais inocente e desejada deste mundo actual.
O
argumento, totalmente inaceitável, de que se aceitam os lixos
urbanos de outros porque são depositados no fundo de um vale e
depois cobertos com terra ao jeito de um dos muitos “aterros
sanitários”, que são inaceitáveis por não serem eficazes,
esconde a lixiviação destes materiais ao se decomporem e a
transferência de compostos tóxicos para as águas subterrâneas.
Que mais cedo ou mais tarde se incorporarão nas fontes de
abastecimento humano.
Mesmo
que as águas poluídas sejam utilizadas somente para fins agrícolas
(que nada garante este uso exclusivo) sabe-se que, através dos
produtos hortícolas, os compostos tóxicos podem chegar à
alimentação humana.
Se
noutro capítulo nos elucidam acerca da presença de micro
partículas de materiais plásticos, (de uso extensivo e abusivo)
que se descobrem não só na água como até no ar que respiramos,
como as autoridades sanitárias, em representação dos governos
“eleitos” permitem que nos enviem o lixo dos outros?
Já
antes, mesmo anos atrás, nos contaram e ficamos impávidos e
serenos, como desde os países “evoluídos e ricos” enviavam
muitas toneladas de resíduos industriais, -difíceis de neutralizar
ou que tal implicaria custos elevados- não “para debaixo do
tapete”, pois nas suas terras não tinham cabimento, mas sim para
países do chamado terceiro mundo, onde os poderosos aceitavam que
envenenassem as suas terras a troco de umas gorjetas depositadas numa
conta blindada. Outra opção, bastante usada, era, e é, o largar a
porcaria no mar.
Quem
é que foi gratificado, e com quanto, em Portugal para que os enormes
reboques viajem até cá e aqui descarreguem o lixo que na origem já
não sabem donde o meter nem o que fazer com aquilo?
Mais
uma vez estamos sendo gozados seguindo a norma de SANTO TOMÁS, FAZ O
QUE ELE DIZ E NÃO FAÇAS O QUE ELE FAZ.
PASSOU
REPETIDAMENTE NA TELEVISÃO E, ATÉ AGORA, PARECE QUE NINGUÉM NOS
COMUNICOU QUE, ALÉM DE FECHAR ESTE NEGÓCIO, SE PROCEDERIA A
RESPONSABILIZAR FOSSE A QUEM FOSSE. E DEPOIS AGIR PARA NEUTRALIZAR O
QUE CÁ JÁ METERAM.
estes materiais ao se decomporem e a
transferência de compostos tóxicos para as águas subterrâneas.
Que mais cedo ou mais tarde se incorporarão nas fontes de
abastecimento humano.
Mesmo
que as águas poluídas sejam utilizadas somente para fins agrícolas
(que nada garante este uso exclusivo) sabe-se que, através dos
produtos hortícolas, os compostos tóxicos podem chegar à
alimentação humana.
Se
noutro capítulo nos elucidam acerca da presença de micro
partículas de materiais plásticos, (de uso extensivo e abusivo)
que se descobrem não só na água como até no ar que respiramos,
como as autoridades sanitárias, em representação dos governos
“eleitos” permitem que nos enviem o lixo dos outros?
Já
antes, mesmo anos atrás, nos contaram e ficamos impávidos e
serenos, como desde os países “evoluídos e ricos” enviavam
muitas toneladas de resíduos industriais, -difíceis de neutralizar
ou que tal implicaria custos elevados- não “para debaixo do
tapete”, pois nas suas terras não tinham cabimento, mas sim para
países do chamado terceiro mundo, onde os poderosos aceitavam que
envenenassem as suas terras a troco de umas gorjetas depositadas numa
conta blindada. Outra opção, bastante usada, era, e é, o largar a
porcaria no mar.
Quem
é que foi gratificado, e com quanto, em Portugal para que os enormes
reboques viajem até cá e aqui descarreguem o lixo que na origem já
não sabem donde o meter nem o que fazer com aquilo?
Mais
uma vez estamos sendo gozados seguindo a norma de SANTO TOMÁS, FAZ O
QUE ELE DIZ E NÃO FAÇAS O QUE ELE FAZ.
PASSOU REPETIDAMENTE NA TELEVISÃO E, ATÉ AGORA, PARECE QUE NINGUÉM NOS
COMUNICOU QUE, ALÉM DE FECHAR ESTE NEGÓCIO, SE PROCEDERIA A
RESPONSABILIZAR FOSSE A QUEM FOSSE. E DEPOIS AGIR PARA NEUTRALIZAR O
QUE CÁ JÁ METERAM.
segunda-feira, 2 de março de 2020
MEDITAÇÕES - Tem que ser reformulad
Os
humanos necessitam o medo mais do que de pão
O
ambiente “tecnológico” e em acelerada inovação está
eliminando muitos credos e crendices que, queiramos ou não, eram a
base da estabilidade social. Que não da igualdade, muito pelo
contrário.
Para
as mentes mais conservadoras certamente que estamos num estagio de
positivismo como nunca se instalou na humanidade. Como por estarmos espantados e satisfeitos por nos encontrar nesta gema do ovo que, para nós, tem
sido o Mundo Ocidental, “farol indiscutível” da humanidade
(branca!) todo este derrubar da estabilidade social, baseada em
existirem poucos ricos e poderosos e muitíssimos pobres desgraçados,
teve o seu início da corrida quando se divulgou o enciclopedismo
após a Revolução Francesa inicialmente entre os educados, mas que foi ultrapassando barreiras até chegar "às massas" de pobres-desgraçados. Foi o fermento para
que levedasse o sentimento de revolta entre o povo “sereno”.
Os
“sans culottes”(1) foram rapidamente esclarecidos, por beneméritos e desinteressados (?) acerca de como
a Igreja, com a sua doutrina de submissão e resignação colaborava
na manipulação do povo. Mais adiante, anarquistas e comunistas tentaram induzir, mesmo que à força, que a religião era o ópio do povo. Uma noção que não
conseguiu catequizar toda a população, mas que não caiu em saco roto e daí ficasse abandonada, nomeadamente por aqueles que se sentem atraídos pela tal
“esquerdalha”.
Inesperadamente
foi o avanço, súbito e imparável, da informática e das novas
tecnologias que, entre outras consequências, alteraram o equilíbrio
mental e social no mundo. É um facto, não comprovado
pelos métodos científicos, mas sentido por observação directa,
que cada dia são menos as pessoas que seguem os preceitos de uma
religião com convicção. Ou pior, que os que continuam fieis o
fazem por hábito ou por indução familiar. A situação actual torna-se evidente quando se conhece a reduzida vocação dos nossos
parceiros para o sacerdócio, assim como para a entrada em conventos.
Se
tentarmos encontrar uma explicação para esta rejeição da
espiritualidade não nos podemos satisfazer com a simplicidade de
que é a expansão do saber, do conhecimento e das novas dimensões
que a informática nos proporciona, sejam a causa indiscutível da
adesão à incredulidade, à descrença militante. Tem que existir
uma relação de causa-efeito muito mais profunda do que o simples
ateísmo.
A
explicação mais imediata tem que estar no nosso comportamento
instintivo, correspondente aos primórdios da humanidade. E devemos
sentir, como evidente e indiscutível, que o medo ao desconhecido,
aos fenómenos naturais, e a consequente tentativa de lhes encontrar
uma explicação, plausível com os conhecimentos que se foram
acumulando em cada estágio da humanidade, abriram a porta a toda a
série de profetas, adivinhos, bruxos, feiticeiros, videntes,
curandeiros, xamãs e sacerdotes.
Toda
esta plêiade de indivíduos que surgiram por “necessidade”
mental de quem os rodeava, sempre foram personagens influentes, de
poder e respeito. Instalaram-se e se mantiveram numa situação preferencial e
exigente, graças ao medo que impunham, referindo os seus falsos "poderes ocultos". Sem me alongar demasiado, o respeito e temor que
transmitiam era preparado com cerimónias, vestimentas estranhas,
gesticulação e linguagem hermética, incompreensível para os não iniciados. Toda uma panóplia teatral com a qual compunham cerimonias complexas, e com isso,
fundamentalmente, impunham medo.
Quando
a evolução da estratégia para captação e manutenção de fieis
chegava a um nível mais condescendente com a realidade, além do
medo se estabelecia uma possibilidade de prémio ou recompensa para aqueles
que seguiam, fielmente, os preceitos que lhes eram indicados. Ou
seja, passou a oferecer uma compensação ao medo, base de
todas as religiões. O medo é que guarda a vinha.
Daí
os Céus e os Infernos. Uma dualidade que não podia permanecer se
mancasse num dos seus pilares. Foi o que aconteceu, e se incrementa
constantemente, quando o pretenso destino depois da inevitável
morte, através da nunca confirmada existência de uma alma
espiritual, ficasse restrita ao prémio para os bem comportados e a
vagar pela escuridão dos tempos para os pecadores, sem fogo eterno nem panelões mais torturas medievais Poucos devem ser
os que, hoje (e menos serão amanhã, como na medalha do amor)
aceitem
partilhar o primeiro prémio com tantos corredores.
Encerrar
o Inferno foi um erro de estratégia!
(1)literalmente
“sem ceroulas”, ou seja, os quase nus, os pobres de baixo. No
século XX, os peronistas da Argentina modernizaram o conceito
apelidando os seus apoiantes como sendo los descamisados,
como não tendo camisa por ser roupa de ricos.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
MEDITAÇÕES - Sem importância
AFINAL HÁ INFERNO OU NÃO? E DIABOS?
A
nossa estrutura mental, anímica e até fisiológica, está
nitidamente condicionada a obedecer a uma regra, não escrita, mas
que a própria natureza nos impõe: a dualidade quase
sempre presente. Começa-se por nos habituar ao ciclo contínuo do
dia e da noite, quase que anulado quando o observador está situado
num dos pólos do globo terrestre. Mas, sem nos restringir a este
exemplo tão evidente, existem muitas mais situações que nos
elucidam sobre a importância de considerar o peso que duas posições
antagónicas nos condicionam.
Nas diferentes crenças que os
humanos foram criando ao logo de milénios esta dualidade de opostos
está sempre presente. A representação gráfica mais clara e
simples que conheço é a do Ying e Yang nas culturas orientais. Só
a noção dos pólos positivo e negativo na electricidade pode dar
meças na evidência. O mesmo conceito aplica-se para contrapor o Bem
com o Mal.
E no nosso mundo ocidental, sem
quase ter dado por isso se as pirâmides hierárquicas nos dois
campos opostos, do Bem e do Mal, estão identificados como sendo o
Céu e o Inferno. Cada um deles tem o seu hub sob um comando supremo indiscutível,
ou seja no Céu o “patrão” é o Deus Pai, ou a terna Deus, Jesus
e Espírito Santo, e no Inferno, situado nas profundezas da Terra, tem o
comando Satanás, que têm tantos heterónimos como o poeta nacional
da modernidade: Fernando Pessoa (Belzebu, Satã, Lúcifer, Tentador,
Tinhoso, Capeta, Diacho, e mais).
Ora, esta estrutura, que ao longo de
séculos foi estudada e discutido por doutas cabeças, de repente e
graças a uma mente esclarecida de um Papa, ficou sem um dos membros
mais importantes: Declarou que o Inferno não existia, ou melhor, que
estava na nossa mesma sociedade, fomentado pelo mau comportamento dos
nossos semelhantes. E, por não ser necessário, com a mesma penada
eliminou do mapa o Purgatório, que devia ser um local de castigo
temporal, com duração de tempo de penar que não podíamos
conhecer.
O
que não se quis evidenciar é que para existir uma situação de
prémio, no Céu, é indispensável existir o contraponto, o local de
castigo. E se abandonamos a noção dos extremos, do branco e do
preto, como deve funcionar o campo da ultra-morte? Se as almas “boas
e quase-boas” deslocam-se para o Céu, onde arrumam agora a
malandragem? E lembremos que em muitas representações pictóricas e
gravuras, entre os condenados às labaredas eternas, do Inferno
figuravam muitos purpurados “inté” papas. Uma confusão! “sem
sentido nem cabimento”. Se a malandragem, mesmo os do piorio, não
forem arrumados no centro da terra e, obviamente, não podem ir
incomodar as boas almas que envergando umas vestes brancas de neve
estão usufruindo da companhia das individualidades. Entre a multidão
dos que enchem a galáxia celestial destacam-se aqueles que em vida
foram membros das bandas e orquestras sinfónicas, tocando os seus
instrumentos (entre
eles o pífaro e a gaita)
montados em alvas nuvens como num palco.
Não
se admite que os diabólicos, mais os condenados, possam intimar com
os bons!(deixaram
de existir as classes? Haja respeito e guardem-se as formas!)
Seja como for que se organize este mundo espiritual surge uma dúvida:
Se,
de facto, por delegação de Jeová o Papa de Roma foi autorizado a
encerrar o inferno, esta decisão afecta tão só os adictos à
doutrina católica, apostólica e romana, ou também é extensiva aos
membros cristãos ortodoxos e protestantes? Se estas formações
dissidentes lhes continuam a dar guarida, então toda a estrutura
diabólica terá um emprego. De não ser assim vão todos para o
Fundo de Desemprego! E terão direito ao subsídio? Ou só a guarida,
com cama, comida e roupa lavada? E poderão fazer grandes fogueiras
tal como estavam habituados?
Estas
e outras perguntas e questões deveriam, com urgência, serem
estudadas pelos sábios da Igreja Católica, e esclarecidas quanto
antes aos humanos que já se sentem despojados de um dos alicerces
fundamentais da estrutura anímica que nos suportou durante séculos.
Pelo menos desde que se instalou o judaísmo, se esquecermos as
heranças das pretéritas religiões mesopotâmicas, pois já então
se “sabia” que existiam os diabos.
O
tal Papa nos deixou um problema …
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
MEDITAÇÕES - Acerca da paranóia
O
VÍRUS DA COROA É O MAIS MAU? Ou é “o pintam”?
Há quem insista em atirar mais
lenha à fogueira do terror que nos dizem está à espreita. E parece
que são muitos os que batem nesta tecla, com tanta dedicação que
tapam as notícias sérias.
E
as notícias sérias nos informam de que este vírus corresponde a
MAIS UMA GRIPE, com alguma variante na sua estirpe, coisa que é
habitual practicamente em todos os anos. Também nos esclarecem, para
quem estiver interessado, acerca do relativamente reduzido número de
infectados e dos poucos falecimentos que se devem imputar a este
vírus, pelo menos na área occidental do antigo continente.
Se
dermos como certo que a transmissão por via aérea de doenças
infecciosas, sejam elas víricas ou bacterianas, se incrementa quando
as pessoas estão aglomeradas, seja no trabalho, transportes, escolas
ou qualquer outra situação em que seja factível respirar ar
previamente contaminado, então as recomendações já se conhecem. È
por esta razão que se aconselha o uso de máscaras específicas que
protejam nariz e boca.
Mas
após estas considerações, que estão ao alcance que qualquer um,
nos cabe perguntar sobre qual é a razão para que se incite o pânico
em alto nível?
As
motivações que se podem encontrar, umas mais à tona e outras mais
ocultas, podem ser várias, e num leque que pode abranger desde a
falta de temas que incitem a venda de papel ou a sintonização de
emissões de rádio ou TV, cuja vida económica depende do terem
audiência, até incrementar a pressão sobre a eficácia dos
sistemas de saúde.
Mas
podem existir outras motivações menos evidentes, mas que podem
ajudar a desviar a atenção para assuntos de efectiva maior
gravidade.
Fazendo
uma lista desordenada surgem assuntos tais como o alarme de uma
possível deflação da economia mundial, que se iniciou antes
de se falar no coroa-vírus. Outro tema de risco potencial é o das
ameaças vindas da Grã-Bretanha em que ou se fazem as coisas
como quer o seu governo isolacionista, ou ele, o manda-chuva eleito,
bate com a porta sem acordo entre os antigos parceiros; o que traria
más consequências para ambas partes. Nem que só ponderássemos da
possível expulsão dos muitos europeus que estão residentes,
e dos muitos que trabalham, na G-B. Uns mais legalizados do que
outros, mas sempre sujeitos a futuras restricções.
Ainda
pode-se especular sobre se esta epidemia, que se aceita ter tido
início na China hiper-povoada, pode ser utilizada como arma
oculta pelo Ocidente para tentar travar a colonização económica
que se tem instalado; com a colaboração gananciosa dos próprios
ocidentais, mais interessados nos seus rendimentos directos do que
nas consequências sociais que esta abertura comercial teve nos
europeus que viviam, dentro do sector produtivo local.
Caso,
de facto, o alarme insistente que se está fazendo com este surto
gripal, tem por detrás uma táctiva de neutralização do “dragão
chinês”, só conseguirá um êxito, relativo, caso o governo dos
Estados Unidos também se sintir afectado directamente, pois que os
problemas da Europa até, pelo menos, os deixam indiferentes se não
satisfeitos.
Seja
qual for o esquema instalado, caso exista, o que se pode deduzir, com
os elementos que hoje temos, é que não ultrapassa, nem sequer
alcançou, os níveis de mortandade de outros surtos gripais
anteriores, mesmo recentes.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
MEDITAÇÕES - Do vírus coroado
Regresso
às monarquias? Ou alarme exagerado?
Num
nível estritamente pessoal estou numa de expectativa, com uma dose
importante de receio por ser alvo de um alarme excessivo. Mas nem por
isso confiado em que tudo fique delimitado a uma nuvem negra,
passageira. A reacção, que considero prudente, é a de me manter à
espera, como se estivesse numa batida aos javalis, mas sem arma
carregada.
Admito
que fujo de ler e de ouvir notícias e comentários “elucidativos”
acerca de estarmos à beira de uma pandemia, ou seja de uma
peste que pode afectar toda a população do globo. Encontro, neste
momento, facetas conhecidas e outras que entram num alarmismo mais
agudo do que em ocasiões anteriores.
Recordemos
que já ultrapassamos alarmes internacionais, tais como as chamada
gripe das aves, a doença das vacas loucas, a gripe asiática. Sem
referir a já histórica -por não pertencer à memória
dos vivos actuais-
gripe espanhola, que levou
milhões de europeus para a cova. E agora, em que situação estamos?
Para
já nos estão metendo pelos olhos e ouvidos dentro o receio de que
este vírus tanto pode ser mortal como passar como uma constipação
febril. Mas que pode comportar um risco potencial elevado de ser
fatal (como o
destino). Instalaram,
na povoação sensível, para não denominar de medrosa, um
nível de pânico anormal.
Tão inusitada é a situação que inclusive neutralizou, quase que
totalmente, o interesse popular -e não só-
pelas transmissões ao vivo dos festejos carnavalescos.
As
horas de emissão foram monopolizadas por declarações que me
escusei de seguir por considerar -com
uma liberdade de critério que nada justifica-
que pouco ou nada nos elucidam; Ou sabem mais do que dizem, e fazem o
possível para não se comprometer. Numa dualidade de objectivos
contraditória. Assim podemos avaliar as medidas de confinamento, de
reclusão de possíveis infectados, como algo que não nos pode
convencer; pois que no pior dos casos a decisão equivale e promover
a infecção geral, e possível morte, a todos aqueles que fiquem com
a porta de saída fechada, pela simples razão de que, segundo nos
dizem, ainda não se encontrou um tratamento curativo de confiança,
nem sequer preventivo (vacina).
Estando
a informação, neste momento, carente de recomendações activas, a
proliferação de notícias só de teor alarmante não pode acalmar
nem, orientar a população.
E, por outro lado, sente-se uma pressão económica muito potente no
sentido de não afastar os seus potenciais clientes das viagens de
prazer, sejam por via terrestre, aérea ou marítima. Que, sem
dúvida, podem fomentar a rápida difusão da possível pandemia.
Se
os alarmes sobre a presença de infectados em cruzeiros, os tais
monstros marinhos que parecem hotéis com muitos andares, navegando
com muitos passageiros e tripulantes, se cumprirem, e se para aliviar
a pressão se “soltarem”, mesmo às pinguinhas, os que estão em
quarentena, sem se saber exactamente qual o período de incubação
da peste vírica, nem o despiste eficaz, esta situação
pode alterar, sensivelmente, e até beneficamente, a promoção e
extensiva adesão de muitas pessoas no fluxo de turismo de massas.
Eu,
prefiro esperar, pelo menos até que a situação fique claramente
definida. Não me consolam as declarações do “mensageiro e
bondoso” Guterres, nem do popular Presidente. Só vejo, nestas
personagens, tentativas de acalmar o fogo que, os meios de
comunicação inflamam constantemente. A SITUAÇÃO NOS MEIOS DE
COMUNICAÇÃO É ATÍPICA E NADA POSITIVA, a meu entender.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
MEDITAÇÕES – Ganha-se e Perde-se
A
população molda-se sem nos aperceberemos
De
modo geral podemos admitir que todos sentimos que, de facto, existe
um fascínio com a televisão, mesmo aquelas pessoas que tentam
evitar ser dominados por esta máquina de transmitir imagens e
mensagens, que para muitos nem todas são interessantes e muitas em
pouco contribuem para a formação cultural e social da população
em geral. Mesmo assim, e como acontece com muitos dos factores que
pesam sobre nós, nem tudo é mau nem bom.
Uma
influência que, sem a avaliarmos como merece, tem sido positiva é a
promoção de uma linguagem, ou melhor uma pronuncia, cada vez mais
uniforme entre regiões e camadas sociais. No aspecto da uniformação
linguística podemos admitir que se ganhou bastante. E o contrapeso
pernicioso é que pelo caminho se estão perdendo, por falta de uso,
muitos termos da linguagem vernácula. Imaginando que se fez um
balanço ponderado sobre o número decrescente de termos que se usam,
mesmo contando com neologismos e barbarismos o mais provável é que
o número global de vocábulos em uso corrente, sem entrar em linha
de conta com as linguagens temáticas profissionais, deve estar em
regressão progressiva, e não digo acelerada por não ter elementos
numéricos onde me apoiar.
Tem
sido habitual, pelo menos entre muitos ilustrados, afirmar que a
televisão tem sido uma máquina de estupidificação da população.
Só que para que isso corresponda a realidade seria necessário
comparar o nível cultural médio da população na fase anterior à
massificação das emissões de TV e a actualidade. Para já é
indiscutível que entre a possibilidade de obter informação (nem
sempre fidedigna) em casa ao sintonizar um aparelho para uma emissora
que emita, naquele momento, um programa que interesse e a leitura em
papel, existe um recuo considerável tanto no seguimento de jornais e
revistas (uns mais
respeitáveis do que outros, consoante o critério de cada cabeça).
Mas
dentro de amplo espectro de programas que o TV oferece há, sem
dúvida, uma faceta formativa, cultural que, sem surgir como lições
enfadonhas, podem ter aberto janelas de assimilação factual além
do que aparece em imagens. Tentarei explicar e, em corolário, poder
transferir para a sociologia aquilo que verificamos ser habitual, por
conhecimento adquirido ao longo de gerações, entre animais, os que
habitualmente desprezamos como sendo irracionais. Um erro de grande
magnitude.
Através
de muitos documentários sobre o comportamento dos animais na
natureza já se assimilou o modo que muitos tem, especialmente peixes
de pequeno porte, aves e mamíferos pouco agressivos, a viverem em
grupos numerosos. E, através dos comentários nestas reportagens,
nos explicaram que a movimentação dos membros em bandos compactos e
com deslocação em sintonia geral, os defende dos predadores, pela
dificuldade em poder atacar um elemento indeterminado. Mesmo quando
os predadores caçam em matilha. Daí se deduz, sem dificuldade, de
grande porte, optam por se defender em grupo.
Recordei
esta táctica ao meditar sobre os vergonhosos ataques de apupo que
são habituais nas claques do futebol, ou nas gritarias, mais ou
menos sensatas, que ocorrem no seio de manifestações onde se
reclama seja o que for. Comparativamente sabemos que as reclamações
individuais, com identificação voluntária, são practicamente
inexistentes -vejam-se os livros oficiais de
reclamações, quase todos imaculados.
E
podemos afirmar que os humanos estão mais evoluídos
do que as sardinhas ou as pombas? A vaidade dos humanos anda por
patamares de irracionalidade. Em muitos temas estamos em sintonia com
os tais animais irracionais, que
qualquer pessoa que trate e observe o comportamento de muitos dos
nossos companheiros de viagem na Terra já decidiu que nos ensinam
mais do que de nós possam aprender.
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