quinta-feira, 5 de março de 2020

MEDITAÇÕES - Reflexos do Vírus coroado


notificação notificativa noticiando

FINALMENTE !!!!|!!!!!

O nosso relator de controle à distância, de uma pedrada no charco, foi-nos avisando durante bastantes meses que um vírus MORTAL estava dizimando os escassos seguidores deste espaço. Nesta altura, largura e profundidade, é imperioso, mesmo depois de se ter liquidado o Império Colonial e Ultramarino, fechar não só para obras de remodelação mas, sensatamente, para derrubar o pouco que restava em pé.

Larguimas, suspirios e beijinhos das Caldas

terça-feira, 3 de março de 2020

MEDITAÇÕES - Estão a gozar com o pagode




RECICLAM OU FAZEM DE CONTA

O mínimo que se pode deduzir após ver os últimos noticiários é que, pelo menos, há quem ganhe somas interessantes com a colaboração, ou por ignorância, boa fé e carência de respeito para o ambiente, de muitos cidadãos que, COMO EU, nos dedicamos com afinco a separar os resíduos caseiros, seguindo as normas que nos são dadas, quase que exigidas. Sem se atreverem a tanto, por enquanto...

Mas quando vemos que aceitamos a transferência de grandes quantidades de lixo, a granel, vindos de fora de Portugal (possivelmente da Itália) e nos metem em casa reportagens actuais, que mostram enormes camiões descarregando toneladas de lixo num vale, com a aceitação dos responsáveis camarários, que inclusive se permitem o luxo de aparecer frente às câmaras da reportagem, como se esta fosse a acção mais inocente e desejada deste mundo actual.

O argumento, totalmente inaceitável, de que se aceitam os lixos urbanos de outros porque são depositados no fundo de um vale e depois cobertos com terra ao jeito de um dos muitos “aterros sanitários”, que são inaceitáveis por não serem eficazes, esconde a lixiviação destes materiais ao se decomporem e a transferência de compostos tóxicos para as águas subterrâneas. Que mais cedo ou mais tarde se incorporarão nas fontes de abastecimento humano.

Mesmo que as águas poluídas sejam utilizadas somente para fins agrícolas (que nada garante este uso exclusivo) sabe-se que, através dos produtos hortícolas, os compostos tóxicos podem chegar à alimentação humana.

Se noutro capítulo nos elucidam acerca da presença de micro partículas de materiais plásticos, (de uso extensivo e abusivo) que se descobrem não só na água como até no ar que respiramos, como as autoridades sanitárias, em representação dos governos “eleitos” permitem que nos enviem o lixo dos outros?

Já antes, mesmo anos atrás, nos contaram e ficamos impávidos e serenos, como desde os países “evoluídos e ricos” enviavam muitas toneladas de resíduos industriais, -difíceis de neutralizar ou que tal implicaria custos elevados- não “para debaixo do tapete”, pois nas suas terras não tinham cabimento, mas sim para países do chamado terceiro mundo, onde os poderosos aceitavam que envenenassem as suas terras a troco de umas gorjetas depositadas numa conta blindada. Outra opção, bastante usada, era, e é, o largar a porcaria no mar.

Quem é que foi gratificado, e com quanto, em Portugal para que os enormes reboques viajem até cá e aqui descarreguem o lixo que na origem já não sabem donde o meter nem o que fazer com aquilo?

Mais uma vez estamos sendo gozados seguindo a norma de SANTO TOMÁS, FAZ O QUE ELE DIZ E NÃO FAÇAS O QUE ELE FAZ.

PASSOU REPETIDAMENTE NA TELEVISÃO E, ATÉ AGORA, PARECE QUE NINGUÉM NOS COMUNICOU QUE, ALÉM DE FECHAR ESTE NEGÓCIO, SE PROCEDERIA A RESPONSABILIZAR FOSSE A QUEM FOSSE. E DEPOIS AGIR PARA NEUTRALIZAR O QUE CÁ JÁ METERAM.


estes materiais ao se decomporem e a transferência de compostos tóxicos para as águas subterrâneas. Que mais cedo ou mais tarde se incorporarão nas fontes de abastecimento humano.

Mesmo que as águas poluídas sejam utilizadas somente para fins agrícolas (que nada garante este uso exclusivo) sabe-se que, através dos produtos hortícolas, os compostos tóxicos podem chegar à alimentação humana.

Se noutro capítulo nos elucidam acerca da presença de micro partículas de materiais plásticos, (de uso extensivo e abusivo) que se descobrem não só na água como até no ar que respiramos, como as autoridades sanitárias, em representação dos governos “eleitos” permitem que nos enviem o lixo dos outros?

Já antes, mesmo anos atrás, nos contaram e ficamos impávidos e serenos, como desde os países “evoluídos e ricos” enviavam muitas toneladas de resíduos industriais, -difíceis de neutralizar ou que tal implicaria custos elevados- não “para debaixo do tapete”, pois nas suas terras não tinham cabimento, mas sim para países do chamado terceiro mundo, onde os poderosos aceitavam que envenenassem as suas terras a troco de umas gorjetas depositadas numa conta blindada. Outra opção, bastante usada, era, e é, o largar a porcaria no mar.

Quem é que foi gratificado, e com quanto, em Portugal para que os enormes reboques viajem até cá e aqui descarreguem o lixo que na origem já não sabem donde o meter nem o que fazer com aquilo?

Mais uma vez estamos sendo gozados seguindo a norma de SANTO TOMÁS, FAZ O QUE ELE DIZ E NÃO FAÇAS O QUE ELE FAZ.

PASSOU REPETIDAMENTE NA TELEVISÃO E, ATÉ AGORA, PARECE QUE NINGUÉM NOS COMUNICOU QUE, ALÉM DE FECHAR ESTE NEGÓCIO, SE PROCEDERIA A RESPONSABILIZAR FOSSE A QUEM FOSSE. E DEPOIS AGIR PARA NEUTRALIZAR O QUE CÁ JÁ METERAM.



segunda-feira, 2 de março de 2020

MEDITAÇÕES - Tem que ser reformulad



Os humanos necessitam o medo mais do que de pão

O ambiente “tecnológico” e em acelerada inovação está eliminando muitos credos e crendices que, queiramos ou não, eram a base da estabilidade social. Que não da igualdade, muito pelo contrário.

Para as mentes mais conservadoras certamente que estamos num estagio de positivismo como nunca se instalou na humanidade. Como por estarmos espantados e satisfeitos por nos encontrar nesta gema do ovo que, para nós, tem sido o Mundo Ocidental, “farol indiscutível” da humanidade (branca!) todo este derrubar da estabilidade social, baseada em existirem poucos ricos e poderosos e muitíssimos pobres desgraçados, teve o seu início da corrida quando se divulgou o enciclopedismo após a Revolução Francesa inicialmente entre os educados, mas que foi ultrapassando barreiras até chegar "às massas" de pobres-desgraçados. Foi o fermento para que levedasse o sentimento de revolta entre o povo “sereno”.

Os “sans culottes”(1) foram rapidamente esclarecidos, por beneméritos e desinteressados (?) acerca de como a Igreja, com a sua doutrina de submissão e resignação colaborava na manipulação do povo. Mais adiante, anarquistas e comunistas tentaram induzir, mesmo que à força,  que a religião era o ópio do povo. Uma noção que não conseguiu catequizar toda a população, mas que não caiu em saco roto e daí ficasse abandonada, nomeadamente por aqueles que se sentem atraídos pela tal “esquerdalha”.

Inesperadamente foi o avanço, súbito e imparável, da informática e das novas tecnologias que, entre outras consequências, alteraram o equilíbrio mental e social no mundo. É um facto, não comprovado pelos métodos científicos, mas sentido por observação directa, que cada dia são menos as pessoas que seguem os preceitos de uma religião com convicção. Ou pior, que os que continuam fieis o fazem por hábito ou por indução familiar. A situação actual torna-se evidente quando se conhece a reduzida vocação dos nossos parceiros para o sacerdócio, assim como para a entrada em conventos.

Se tentarmos encontrar uma explicação para esta rejeição da espiritualidade não nos podemos satisfazer com a simplicidade de que é a expansão do saber, do conhecimento e das novas dimensões que a informática nos proporciona, sejam a causa indiscutível da adesão à incredulidade, à descrença militante. Tem que existir uma relação de causa-efeito muito mais profunda do que o simples ateísmo.

A explicação mais imediata tem que estar no nosso comportamento instintivo, correspondente aos primórdios da humanidade. E devemos sentir, como evidente e indiscutível, que o medo ao desconhecido, aos fenómenos naturais, e a consequente tentativa de lhes encontrar uma explicação, plausível com os conhecimentos que se foram acumulando em cada estágio da humanidade, abriram a porta a toda a série de profetas, adivinhos, bruxos, feiticeiros, videntes, curandeiros, xamãs e sacerdotes.

Toda esta plêiade de indivíduos que surgiram por “necessidade” mental de quem os rodeava, sempre foram personagens influentes, de poder e respeito. Instalaram-se e  se mantiveram numa situação preferencial e exigente, graças ao medo que impunham, referindo os seus falsos "poderes ocultos". Sem me alongar demasiado, o respeito e temor que transmitiam era preparado com cerimónias, vestimentas estranhas, gesticulação e linguagem  hermética, incompreensível para os não iniciados. Toda uma panóplia teatral com a qual compunham cerimonias complexas, e com isso, fundamentalmente, impunham medo.

Quando a evolução da estratégia para captação e manutenção de fieis chegava a um nível mais condescendente com a realidade, além do medo se estabelecia uma possibilidade de prémio ou recompensa para aqueles que seguiam, fielmente, os preceitos que lhes eram indicados. Ou seja, passou a oferecer uma compensação ao medo, base de todas as religiões. O medo é que guarda a vinha.

Daí os Céus e os Infernos. Uma dualidade que não podia permanecer se mancasse num dos seus pilares. Foi o que aconteceu, e se incrementa constantemente, quando o pretenso destino depois da inevitável morte, através da nunca confirmada existência de uma alma espiritual, ficasse restrita ao prémio para os bem comportados e a vagar pela escuridão dos tempos para os pecadores, sem fogo eterno nem panelões mais torturas medievais Poucos devem ser os que, hoje (e menos serão amanhã, como na medalha do amor)
aceitem partilhar o primeiro prémio com tantos corredores.

Encerrar o Inferno foi um erro de estratégia!

(1)literalmente “sem ceroulas”, ou seja, os quase nus, os pobres de baixo. No século XX, os peronistas da Argentina modernizaram o conceito apelidando os seus apoiantes como sendo los descamisados, como não tendo camisa por ser roupa de ricos.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÕES - Sem importância


AFINAL HÁ INFERNO OU NÃO? E DIABOS?

A nossa estrutura mental, anímica e até fisiológica, está nitidamente condicionada a obedecer a uma regra, não escrita, mas que a própria natureza nos impõe: a dualidade quase sempre presente. Começa-se por nos habituar ao ciclo contínuo do dia e da noite, quase que anulado quando o observador está situado num dos pólos do globo terrestre. Mas, sem nos restringir a este exemplo tão evidente, existem muitas mais situações que nos elucidam sobre a importância de considerar o peso que duas posições antagónicas nos condicionam.

Nas diferentes crenças que os humanos foram criando ao logo de milénios esta dualidade de opostos está sempre presente. A representação gráfica mais clara e simples que conheço é a do Ying e Yang nas culturas orientais. Só a noção dos pólos positivo e negativo na electricidade pode dar meças na evidência. O mesmo conceito aplica-se para contrapor o Bem com o Mal.

E no nosso mundo ocidental, sem quase ter dado por isso se as pirâmides hierárquicas nos dois campos opostos, do Bem e do Mal, estão identificados como sendo o Céu e o Inferno. Cada um deles tem o seu hub sob um comando supremo indiscutível, ou seja no Céu o “patrão” é o Deus Pai, ou a terna Deus, Jesus e Espírito Santo, e no Inferno, situado nas profundezas da Terra, tem o comando Satanás, que têm tantos heterónimos como o poeta nacional da modernidade: Fernando Pessoa (Belzebu, Satã, Lúcifer, Tentador, Tinhoso, Capeta, Diacho, e mais).

Ora, esta estrutura, que ao longo de séculos foi estudada e discutido por doutas cabeças, de repente e graças a uma mente esclarecida de um Papa, ficou sem um dos membros mais importantes: Declarou que o Inferno não existia, ou melhor, que estava na nossa mesma sociedade, fomentado pelo mau comportamento dos nossos semelhantes. E, por não ser necessário, com a mesma penada eliminou do mapa o Purgatório, que devia ser um local de castigo temporal, com duração de tempo de penar que não podíamos conhecer.

O que não se quis evidenciar é que para existir uma situação de prémio, no Céu, é indispensável existir o contraponto, o local de castigo. E se abandonamos a noção dos extremos, do branco e do preto, como deve funcionar o campo da ultra-morte? Se as almas “boas e quase-boas” deslocam-se para o Céu, onde arrumam agora a malandragem? E lembremos que em muitas representações pictóricas e gravuras, entre os condenados às labaredas eternas, do Inferno figuravam muitos purpurados “inté” papas. Uma confusão! “sem sentido nem cabimento”. Se a malandragem, mesmo os do piorio, não forem arrumados no centro da terra e, obviamente, não podem ir incomodar as boas almas que envergando umas vestes brancas de neve estão usufruindo da companhia das individualidades. Entre a multidão dos que enchem a galáxia celestial destacam-se aqueles que em vida foram membros das bandas e orquestras sinfónicas, tocando os seus instrumentos (entre eles o pífaro e a gaita) montados em alvas nuvens como num palco.

Não se admite que os diabólicos, mais os condenados, possam intimar com os bons!(deixaram de existir as classes? Haja respeito e guardem-se as formas!) Seja como for que se organize este mundo espiritual surge uma dúvida:

Se, de facto, por delegação de Jeová o Papa de Roma foi autorizado a encerrar o inferno, esta decisão afecta tão só os adictos à doutrina católica, apostólica e romana, ou também é extensiva aos membros cristãos ortodoxos e protestantes? Se estas formações dissidentes lhes continuam a dar guarida, então toda a estrutura diabólica terá um emprego. De não ser assim vão todos para o Fundo de Desemprego! E terão direito ao subsídio? Ou só a guarida, com cama, comida e roupa lavada? E poderão fazer grandes fogueiras tal como estavam habituados?

Estas e outras perguntas e questões deveriam, com urgência, serem estudadas pelos sábios da Igreja Católica, e esclarecidas quanto antes aos humanos que já se sentem despojados de um dos alicerces fundamentais da estrutura anímica que nos suportou durante séculos. Pelo menos desde que se instalou o judaísmo, se esquecermos as heranças das pretéritas religiões mesopotâmicas, pois já então se “sabia” que existiam os diabos.

O tal Papa nos deixou um problema …





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÕES - Acerca da paranóia




O VÍRUS DA COROA É O MAIS MAU? Ou é “o pintam”?

Há quem insista em atirar mais lenha à fogueira do terror que nos dizem está à espreita. E parece que são muitos os que batem nesta tecla, com tanta dedicação que tapam as notícias sérias.

E as notícias sérias nos informam de que este vírus corresponde a MAIS UMA GRIPE, com alguma variante na sua estirpe, coisa que é habitual practicamente em todos os anos. Também nos esclarecem, para quem estiver interessado, acerca do relativamente reduzido número de infectados e dos poucos falecimentos que se devem imputar a este vírus, pelo menos na área occidental do antigo continente.

Se dermos como certo que a transmissão por via aérea de doenças infecciosas, sejam elas víricas ou bacterianas, se incrementa quando as pessoas estão aglomeradas, seja no trabalho, transportes, escolas ou qualquer outra situação em que seja factível respirar ar previamente contaminado, então as recomendações já se conhecem. È por esta razão que se aconselha o uso de máscaras específicas que protejam nariz e boca.

Mas após estas considerações, que estão ao alcance que qualquer um, nos cabe perguntar sobre qual é a razão para que se incite o pânico em alto nível?

As motivações que se podem encontrar, umas mais à tona e outras mais ocultas, podem ser várias, e num leque que pode abranger desde a falta de temas que incitem a venda de papel ou a sintonização de emissões de rádio ou TV, cuja vida económica depende do terem audiência, até incrementar a pressão sobre a eficácia dos sistemas de saúde.

Mas podem existir outras motivações menos evidentes, mas que podem ajudar a desviar a atenção para assuntos de efectiva maior gravidade.

Fazendo uma lista desordenada surgem assuntos tais como o alarme de uma possível deflação da economia mundial, que se iniciou antes de se falar no coroa-vírus. Outro tema de risco potencial é o das ameaças vindas da Grã-Bretanha em que ou se fazem as coisas como quer o seu governo isolacionista, ou ele, o manda-chuva eleito, bate com a porta sem acordo entre os antigos parceiros; o que traria más consequências para ambas partes. Nem que só ponderássemos da possível expulsão dos muitos europeus que estão residentes, e dos muitos que trabalham, na G-B. Uns mais legalizados do que outros, mas sempre sujeitos a futuras restricções.

Ainda pode-se especular sobre se esta epidemia, que se aceita ter tido início na China hiper-povoada, pode ser utilizada como arma oculta pelo Ocidente para tentar travar a colonização económica que se tem instalado; com a colaboração gananciosa dos próprios ocidentais, mais interessados nos seus rendimentos directos do que nas consequências sociais que esta abertura comercial teve nos europeus que viviam, dentro do sector produtivo local.

Caso, de facto, o alarme insistente que se está fazendo com este surto gripal, tem por detrás uma táctiva de neutralização do “dragão chinês”, só conseguirá um êxito, relativo, caso o governo dos Estados Unidos também se sintir afectado directamente, pois que os problemas da Europa até, pelo menos, os deixam indiferentes se não satisfeitos.

Seja qual for o esquema instalado, caso exista, o que se pode deduzir, com os elementos que hoje temos, é que não ultrapassa, nem sequer alcançou, os níveis de mortandade de outros surtos gripais anteriores, mesmo recentes.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÕES - Do vírus coroado




Regresso às monarquias? Ou alarme exagerado?

Num nível estritamente pessoal estou numa de expectativa, com uma dose importante de receio por ser alvo de um alarme excessivo. Mas nem por isso confiado em que tudo fique delimitado a uma nuvem negra, passageira. A reacção, que considero prudente, é a de me manter à espera, como se estivesse numa batida aos javalis, mas sem arma carregada.

Admito que fujo de ler e de ouvir notícias e comentários “elucidativos” acerca de estarmos à beira de uma pandemia, ou seja de uma peste que pode afectar toda a população do globo. Encontro, neste momento, facetas conhecidas e outras que entram num alarmismo mais agudo do que em ocasiões anteriores.

Recordemos que já ultrapassamos alarmes internacionais, tais como as chamada gripe das aves, a doença das vacas loucas, a gripe asiática. Sem referir a já histórica -por não pertencer à memória dos vivos actuais- gripe espanhola, que levou milhões de europeus para a cova. E agora, em que situação estamos?

Para já nos estão metendo pelos olhos e ouvidos dentro o receio de que este vírus tanto pode ser mortal como passar como uma constipação febril. Mas que pode comportar um risco potencial elevado de ser fatal (como o destino). Instalaram, na povoação sensível, para não denominar de medrosa, um nível de pânico anormal. Tão inusitada é a situação que inclusive neutralizou, quase que totalmente, o interesse popular -e não só- pelas transmissões ao vivo dos festejos carnavalescos.

As horas de emissão foram monopolizadas por declarações que me escusei de seguir por considerar -com uma liberdade de critério que nada justifica- que pouco ou nada nos elucidam; Ou sabem mais do que dizem, e fazem o possível para não se comprometer. Numa dualidade de objectivos contraditória. Assim podemos avaliar as medidas de confinamento, de reclusão de possíveis infectados, como algo que não nos pode convencer; pois que no pior dos casos a decisão equivale e promover a infecção geral, e possível morte, a todos aqueles que fiquem com a porta de saída fechada, pela simples razão de que, segundo nos dizem, ainda não se encontrou um tratamento curativo de confiança, nem sequer preventivo (vacina).

Estando a informação, neste momento, carente de recomendações activas, a proliferação de notícias só de teor alarmante não pode acalmar nem, orientar a população. E, por outro lado, sente-se uma pressão económica muito potente no sentido de não afastar os seus potenciais clientes das viagens de prazer, sejam por via terrestre, aérea ou marítima. Que, sem dúvida, podem fomentar a rápida difusão da possível pandemia.

Se os alarmes sobre a presença de infectados em cruzeiros, os tais monstros marinhos que parecem hotéis com muitos andares, navegando com muitos passageiros e tripulantes, se cumprirem, e se para aliviar a pressão se “soltarem”, mesmo às pinguinhas, os que estão em quarentena, sem se saber exactamente qual o período de incubação da peste vírica, nem o despiste eficaz, esta situação pode alterar, sensivelmente, e até beneficamente, a promoção e extensiva adesão de muitas pessoas no fluxo de turismo de massas.

Eu, prefiro esperar, pelo menos até que a situação fique claramente definida. Não me consolam as declarações do “mensageiro e bondoso” Guterres, nem do popular Presidente. Só vejo, nestas personagens, tentativas de acalmar o fogo que, os meios de comunicação inflamam constantemente. A SITUAÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO É ATÍPICA E NADA POSITIVA, a meu entender.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÕES – Ganha-se e Perde-se



A população molda-se sem nos aperceberemos

De modo geral podemos admitir que todos sentimos que, de facto, existe um fascínio com a televisão, mesmo aquelas pessoas que tentam evitar ser dominados por esta máquina de transmitir imagens e mensagens, que para muitos nem todas são interessantes e muitas em pouco contribuem para a formação cultural e social da população em geral. Mesmo assim, e como acontece com muitos dos factores que pesam sobre nós, nem tudo é mau nem bom.

Uma influência que, sem a avaliarmos como merece, tem sido positiva é a promoção de uma linguagem, ou melhor uma pronuncia, cada vez mais uniforme entre regiões e camadas sociais. No aspecto da uniformação linguística podemos admitir que se ganhou bastante. E o contrapeso pernicioso é que pelo caminho se estão perdendo, por falta de uso, muitos termos da linguagem vernácula. Imaginando que se fez um balanço ponderado sobre o número decrescente de termos que se usam, mesmo contando com neologismos e barbarismos o mais provável é que o número global de vocábulos em uso corrente, sem entrar em linha de conta com as linguagens temáticas profissionais, deve estar em regressão progressiva, e não digo acelerada por não ter elementos numéricos onde me apoiar.

Tem sido habitual, pelo menos entre muitos ilustrados, afirmar que a televisão tem sido uma máquina de estupidificação da população. Só que para que isso corresponda a realidade seria necessário comparar o nível cultural médio da população na fase anterior à massificação das emissões de TV e a actualidade. Para já é indiscutível que entre a possibilidade de obter informação (nem sempre fidedigna) em casa ao sintonizar um aparelho para uma emissora que emita, naquele momento, um programa que interesse e a leitura em papel, existe um recuo considerável tanto no seguimento de jornais e revistas (uns mais respeitáveis do que outros, consoante o critério de cada cabeça).

Mas dentro de amplo espectro de programas que o TV oferece há, sem dúvida, uma faceta formativa, cultural que, sem surgir como lições enfadonhas, podem ter aberto janelas de assimilação factual além do que aparece em imagens. Tentarei explicar e, em corolário, poder transferir para a sociologia aquilo que verificamos ser habitual, por conhecimento adquirido ao longo de gerações, entre animais, os que habitualmente desprezamos como sendo irracionais. Um erro de grande magnitude.

Através de muitos documentários sobre o comportamento dos animais na natureza já se assimilou o modo que muitos tem, especialmente peixes de pequeno porte, aves e mamíferos pouco agressivos, a viverem em grupos numerosos. E, através dos comentários nestas reportagens, nos explicaram que a movimentação dos membros em bandos compactos e com deslocação em sintonia geral, os defende dos predadores, pela dificuldade em poder atacar um elemento indeterminado. Mesmo quando os predadores caçam em matilha. Daí se deduz, sem dificuldade, de grande porte, optam por se defender em grupo.

Recordei esta táctica ao meditar sobre os vergonhosos ataques de apupo que são habituais nas claques do futebol, ou nas gritarias, mais ou menos sensatas, que ocorrem no seio de manifestações onde se reclama seja o que for. Comparativamente sabemos que as reclamações individuais, com identificação voluntária, são practicamente inexistentes -vejam-se os livros oficiais de reclamações, quase todos imaculados.

E podemos afirmar que os humanos estão mais evoluídos do que as sardinhas ou as pombas? A vaidade dos humanos anda por patamares de irracionalidade. Em muitos temas estamos em sintonia com os tais animais irracionais, que qualquer pessoa que trate e observe o comportamento de muitos dos nossos companheiros de viagem na Terra já decidiu que nos ensinam mais do que de nós possam aprender.